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domingo, 5 de setembro de 2010

Nova Roupagem

Como todos podem ver, o blog do Pibid ganhou uma roupagem nova. E para que essa mudança funcione gostaria da opinião de vocês, afinal, o blog é nosso!

Não sou tão qualificado para a função de designer, principalmente de Blogs, as sugestões que forem aparecendo e que estiverem ao meu alcance, irei implantando.

Marcelo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rouquidão pedagógica

A experiência em sala de aula nos ensina um bocado sobre o comportamento dos alunos, o que dá certo e o que dá sono. Por exemplo: virar as costas e escrever no quadro é pedir pra turma se entregar às conversas paralelas. Outra coisa, passar a aula toda só falando. A menos que você seja um orador raro, não há atenção que resista. Portanto, pensar alternativas pra dinamizar as atividades se faz necessário. Abaixo vai uma.

Priscila e eu resolvemos aplicar com os alunos a atividade sobre tipologias sugerida pela professora Fátima:


1. Observe as características dos textos a seguir e indique a tipologia textual (narração, descrição e/ou dissertação) predominante em cada um deles. Justifique sua resposta.

a) "A prática da educação física e do esporte ainda não é encarada como direito fundamental de todos. No entanto, as condições da vida moderna, assim como a urbanização e a mecanização crescentes, tornam as atividades físicas essenciais à preservação da saúde e ao desenvolvimento completo da personalidade."

b) "Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. Dois ou três passantes rodearam-no e indagaram se não se sentia bem. Dario abriu a boca, moveu os lábios, não se ouviu resposta. Um senhor gordo, de branco, sugeriu que devia sofrer de ataque."

c) FOI A BORDO DO NAVARINO QUE EU CONHECI UM HOMEM

Era uma noite calma de verão e uma brisa suave esvoaçava meu vestido. Nós havíamos deixado a festa lá embaixo para terminar o champanhe no convés.
A lua, mansa e quieta, formava uma esteira prateada no mar e vinha iluminar nosso rosto. Eu podia enxergar claramente seus olhos. Olhos grandes e expressivos que me encaravam firmes, me fazendo sentir emoções fortes. Eu não conseguia fugir daquele instante.
Foi então que ele avançou e me tomou pelos braços.
Suas mãos percorriam meu corpo, enquanto ele sussurrava coisas que eu jamais escutara antes. Naquele momento, eu senti meu marido realmente apaixonado.
Foi uma viagem inesquecível.
Se você também quer descobrir o homem romântico, sensível e carinhoso que é seu marido, faça um cruzeiro a bordo do Navarino
.




Percebemos que a "aula" funcionou como uma espécie de revisão do assunto, já que a maioria deles em algum momento já tinha visto esse conteúdo - mesmo se tratando de alunos do curso noturno. Aproveitamos ainda para introduzir o conceito de gêneros textuais, cuja adoção tem substituído a velha tricotomia Descrição - Narração - Dissertação.

Porém, a minha garganta reclamou e então tive um estalo de que a gente poderia falar menos e os alunos trabalharem mais. Assim, pensei em planejar para a semana seguinte dividir a turma em grupos de três. Eles resolveriam o mesmo exercício, sendo que agora discutindo entre si - com a nossa orientação, tirando dúvidas.

E aproveitamos para desenvolver um material complementar para fixar melhor a definição de gêneros. Tanto as cópias da atividade sobre tipologias como a que preparamos exclusivamente para essa atividade (transcrita abaixo) ficaram com os alunos, servindo dessa forma como fonte de consulta.


Tipologias textuais – Revisão


Os textos escritos são tradicionalmente classificados em três tipos: descrição, narração e dissertação.
Cada um deles tem características e objetivos diferentes. Abaixo, pedimos para que vocês escrevam, ao lado de cada característica e objetivo, a tipologia correspondente:

OBJETIVOS

CONTAR UMA HISTÓRIA ___________________
REPRESENTAR POR MEIO DE PALAVRAS ___________________
DEFENDER UM PONTO DE VISTA ___________________

CARACTERÍSTICAS

POSSUI ARGUMENTOS ___________________
NÃO POSSUI “MOVIMENTO", É ESTÁTICO, COMO UMA PINTURA _____________ TEM ENREDO (AÇÃO) E PERSONAGENS ___________________

Gêneros

Os gêneros são as modalidades textuais nas quais efetivamente nos comunicamos. O seu número é infinito e a cada dia podem surgir novos gêneros. Por exemplo, a criação da ferramenta Twitter na internet gerou o gênero twit; com os celulares apareceram os SMS (mensagens de texto), etc.
Um gênero pode incluir mais de uma tipologia. Uma carta que você escreve para um parente, por exemplo, provavelmente inclui descrição, narração e talvez até dissertação.
Os gêneros podem ser tanto escritos como orais (ex.: telefonema, discurso).
Na outra folha, vocês já classificaram os textos segundo suas tipologias. Agora, tentem identificar o gênero de cada um: Qual é um artigo de opinião, qual é um anúncio publicitário e qual é um conto (ficção)?


P.S. É sério, gente, o que inspirou essa atividade foi a falta de voz.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Que tal postarmos os resumos dos nossos trabalhos? Aí vai o nosso.

O SUBPROJETO DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (LÍNGUA PORTUGUESA) E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DAS HABILIDADES DE PRODUÇÃO TEXTUAL EM ALUNOS DO 3º. ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL JOSÉ LINS DO RÊGO

Bruno Ricardo de Souto Leite(1) / Bruna Ísis Soares da Silva(1) / Vanessa Lima da Cunha(1) / Maria de Fátima Benício de Melo(3) / Maria Cristina de Assis(3)
Centro de Ciências Humanas, letras e Artes / Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas / PIBID

Segundo os PCNEM e FARIA et al.(2008), é imperativo que se trabalhe com textos em sala de aula, visando ao letramento dos alunos, ou seja, buscar torná-los aptos a compreender e a se expressar nos mais variados gêneros. Assim, o professor de português deve evitar ensinar gramática de forma isolada, pois o domínio da norma culta é um importante fator para se atingir a proficiência em textos orais e escritos, mas não o único, como atestam vários textos produzidos por alunos da escola estadual José Lins do Rêgo, João Pessoa/PB, que tivemos acesso por ocasião de uma “bizurada” de redação ali realizada. Na correção dos exercícios, percebemos mais problemas de leitura do que desvios da norma-padrão. São constatações como esta que o presente trabalho apresenta. A proposta de redação a que os alunos se submeteram foi retirada da prova do Enem 2008 e a correção também se baseou nas competências que essa prova exigia (em resumo: domínio da norma culta, compreensão da proposta de redação e do texto-estímulo, organização dos argumentos e demais informações no texto, coesão e coerência, elaboração de proposta de intervenção no problema apresentado), permitindo-nos, assim, apontar quais dessas competências fogem ao domínio dos alunos e o que pode ser feito, em termos de busca de estratégias didáticas, para o desenvolvimento de tais habilidades por parte dos discentes. O trabalho em questão está em sintonia com um dos objetivos do Programa de Iniciação à Docência (PIBID), que é promover a aproximação entre os cursos de licenciatura e as escolas públicas de Ensino Médio.

Palavras-chave: PIBID; ENEM; Ensino Médio; produção textual

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Olá, pessoal. Nesta semana Josilane e eu promovemos uma atividade de leitura e argumentação que consideramos proveitosa. Levamos as turmas para a sala de informática do José Lins e, com data show, analisamos dois textos divergentes sobre um tema polêmico: o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo que proíbe os estrangeirismos. Um, do próprio deputado, e o outro, do professor de português Sérgio Nogueira. Aproveitamos para, a partir de exemplos do texto, trabalhar conteúdos da gramática, como a queda do trema em "linguística" e concordância nominal em "Nosso idioma está sendo desfigurado por um excesso de estrangeirismos incorporados ao vocabulário de forma estranha à grafia e à pronúncia clássicas do português".

Seguem os textos:

O idioma está sendo deturpado

Aldo Rebelo

A desnacionalização linguística pode ser vista a olho nu nas ruas de nossas cidades. A minha intenção ao propor esse projeto foi evitar a descaracterização da língua portuguesa. Nosso idioma está sendo desfigurado por um excesso de estrangeirismos incorporados ao vocabulário de forma estranha à grafia e à pronúncia clássicas do português.
Quem sai às ruas, principalmente de uma grande cidade como a de São Paulo ou Rio de Janeiro, corre o risco de precisar de dicionário bilíngue para entender o que dizem as faixas, os cartazes, os rótulos de produtos. Os jornais e a publicidade estão cheios de palavras e expressões incompreensíveis para o povo brasileiro. O problema é ostensivo nos shopping centers, a começar do nome desses centros comerciais.
Por que usar Sale para liquidação? Delivery para entrega em domicílio? Self-service para auto-serviço? Estão em uso corrente expressões desnecessárias para a comunicação do dia-a-dia. Desnecessárias porque têm correlatos antigos em português, não designam neologismos que atualizariam o idioma.
Temos uma língua bonita, opulenta, com muitos recursos léxicos. Quem usa teen para dizer adolescente, logo, logo vai falar soccer no lugar de futebol.
O povo brasileiro não tem obrigação de conhecer palavras ou idiomas estrangeiros. O poliglotismo é uma virtude que todos almejamos, mas nunca em prejuízo da língua materna em que fomos alfabetizados e pela qual expressamos melhor os nossos sentimentos.
(Jornal do Brasil, Caderno Política, 1º de abril, 2001, p.4)


Nada de radicalismos

Sérgio Nogueira Duarte

Por muito tempo, em nossas escolas, os professores ensinavam como "erro" o uso de galicismos. Era proibido falar ou escrever abajur, chofer, detalhe... Éramos obrigados a substituir por quebra-luz, motorista e pormenor. E o tempo provou que estávamos enganados. Hoje todos nós usamos – sem culpa ou pecado – abajur, chofer e detalhe. temos até um belíssimo réveillon, no sua forma original.
Agora os inimigos são os anglicismos. Palavras e expressões inglesas infestam e poluem a nossa fala. Temos um festival de beach, play off, delivery, shopping, brainstorming, software, marketing e tantos outros.
A presença de termos estrangeiros no uso diário de uma língua não é crime, nem sinal de fraqueza. Ao contrário, é sinal de vitalidade. Só as línguas vivas têm essa capacidade de enriquecimento. A forte presença do inglês na língua portuguesa é reflexo da globalização, do imperialismo econômico, do desenvolvimento tecnológico americano etc. Poderíamos citar muitas outras causas, mas há uma em espacial que merece destaque: a paixão do brasileiro em geral pelas "coisas estrangeiras". Nós adoramos a grife, o carro importado, a palavra estrangeira. Tudo dá status.
É, portanto, um problema muito mais cultural do que linguístico.
Valorizar a língua portuguesa, sim; fechar as portas, não.
[...]
É contra os exageros, contra os modismos, que devemos lutar. A nossa crítica deve concentrar-se no ridículo, no "desnecessário". Para que sale, se sempre vendemos? Por que startar, se podemos começar, iniciar, principiar? Se podemos entregar em domicílio, para que serve o ridículo delivery?
O modismo a ser criticado é esta lista imensa de palavras e expressões inglesas para as quais a nossa língua já está bem provida: beach soccer (futebol de areia), paper (documento), printar (imprimir)...
O aportuguesamento de termos estrangeiros também é uma boa saída. É só lembrar o futebol, o blecaute, o estresse, o balé, o filé, o chope, o espaguete...
E o que fazer com o dumping? Não conseguimos aportuguesar e não há em português uma palavra para traduzi-la: "é quando uma empresa faz preços abaixo do mercado para quebrar a concorrência". É demais. Nestas horas, o termo estrangeiro é bem-vindo, pois enriquece a língua. E há outros bons exemplos: ranking, show, marketing, impeachment. São palavras devidamente incorporadas à nossa língua cotidiana.
Portanto, nada de radicalismos. É importante valorizar a língua portuguesa, mas nada de purismo e xenofobia.

(Veredas. Revista do Centro Cultural do Banco do Brasil, n. 66, junho, 2001, p. 42)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pra quem tem Orkut, leia-se quase todo mundo, Dicas de Língua Portuguesa.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Excelente blog sobre política e afins.

Vocês podem recomendá-lo aos alunos pra eles se atualizarem sobre os assuntos em voga no noticiário, com reflexão e análise, pra não só ficar só nas informações sucintas dos telejornais e, assim, terem um maior arsenal para se preparar pras redações do ENEM e PSS.

Agora, por exemplo, o autor postou sobre a negociação militar envolvendo brasil e França.